A Tributação no Agronegócio – Pessoa Física

(*) Francisco Alves

Resumo dos procedimentos para pessoas físicas

A renda das atividades rurais é tributada pelo imposto de renda, na pessoa física produtora dos rendimentos. Considera-se atividade rural, de acordo com a Lei 8.023/1990, art. 2º; Lei 9.250/1995, art. 17; e Lei 9.430/1996, art. 59:

  1. A agricultura;
  2. A pecuária;
  3. A extração e a exploração vegetal e animal;
  4. A exploração da apicultura, avicultura, cunicultura, suinocultura, sericicultura, piscicultura e outras culturas animais;
  5. A transformação de produtos decorrentes da atividade rural, sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura, feita pelo próprio agricultor ou criador, com equipamentos e utensílios usualmente empregados nas atividades rurais, utilizando exclusivamente matéria-prima produzida na área rural explorada, tais como a pasteurização e o acondicionamento do leite, assim como o mel e o suco de laranja, acondicionados em embalagem de apresentação;
  6. cultivo de florestas que se destinem ao corte para comercialização, consumo ou industrialização.

O conceito de atividade rural não se aplica à mera intermediação de animais e de produtos agrícolas.

IRPF – Atividades rurais da pessoa física – tributação

Arrendatários, Condôminos e Parceiros

Os arrendatários, os condôminos e os parceiros na exploração da atividade rural, comprovada a situação documentalmente, pagarão o imposto, separadamente, na proporção dos rendimentos que couberem a cada um (Lei 8.023/1990, art. 13). Na hipótese de parceria rural, o disposto aplica-se somente em relação aos rendimentos para cuja obtenção o parceiro houver assumido os riscos inerentes à exploração da respectiva atividade.

Formas de apuração – o resultado da exploração da atividade rural será apurado mediante escrituração do Livro Caixa, que deverá abranger as receitas, as despesas de custeio, os investimentos e demais valores que integram a atividade (Lei 9.250/1995, art. 18). O contribuinte deverá comprovar a veracidade das receitas e das despesas escrituradas no Livro Caixa, mediante documentação idônea que identifique o adquirente ou beneficiário, o valor e a data da operação, a qual será mantida em seu poder à disposição da fiscalização, enquanto não ocorrer a decadência ou prescrição. A falta da escrituração implicará arbitramento da base de cálculo à razão de 20% da receita bruta do ano-calendário (Lei 9.250/1995, art. 18, § 2º).

Livro Caixa – aos contribuintes que tenham auferido receitas anuais até o limite de R$56.000,00 faculta-se apurar o resultado da exploração da atividade rural, mediante prova documental, dispensado o Livro Caixa (Lei 9.250/1995, art. 18, § 3º). É permitida a sua escrituração pelo sistema de processamento eletrônico, com subdivisões numeradas, em ordem sequencial ou tipograficamente. Esse livro deve ser numerado sequencialmente e conter, no início e no encerramento, anotações em forma de “Termo” que identifique o contribuinte e a sua finalidade. A escrituração deve ser realizada até a data prevista para a entrega tempestiva da declaração de rendimentos do correspondente ano-calendário. O Livro Caixa independe de registro.

Receita Bruta: definição e comprovação – a receita bruta da atividade rural é constituída pelo montante das vendas dos produtos oriundos das atividades rurais, exploradas pelo próprio produtor-vendedor, que deverá ser comprovada por documentos usualmente utilizados, tais como nota fiscal do produtor, nota fiscal de entrada, nota promissória rural vinculada à nota fiscal do produtor e demais documentos reconhecidos pelas fiscalizações estaduais. Os investimentos serão considerados despesas no mês do pagamento (Lei 8.023/1990, art. 4º, §§ 1º e 2º). As despesas de custeio e os investimentos são aqueles necessários à percepção dos rendimentos e à manutenção da fonte produtora, relacionados com a natureza da atividade exercida.

Resultado da atividade rural – considera-se resultado da atividade rural a diferença entre o valor da receita bruta recebida e o das despesas pagas no ano-calendário, correspondente a todos os imóveis rurais da pessoa física (Lei 8.023/1990, art. 4º, e Lei 8.383/1991, art. 14). Algumas considerações em relação à pessoa física:

  1. O resultado auferido em unidade rural comum ao casal deverá ser apurado e tributado pelos cônjuges proporcionalmente à sua parte. Opcionalmente, o resultado poderá ser apurado e tributado em conjunto na declaração de um dos cônjuges.
  2. O resultado da atividade rural, quando positivo, integrará a base de cálculo do imposto, na declaração de rendimentos e, quando negativo, constituirá prejuízo compensável (desde que escriturado em Livro Caixa).
  3. O resultado da atividade rural exercida no exterior, por residentes ou domiciliados no Brasil, convertido em Reais mediante a utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América fixado para compra pelo Banco Central do Brasil, para o último dia do ano-calendário a que se refere o resultado, integrará a base de cálculo do imposto, na declaração de rendimentos, vedada a compensação de resultado positivo obtido no exterior, com resultado negativo obtido no País.

Resultado por residente ou domiciliado no exterior – o resultado decorrente da atividade rural, exercida no Brasil por residente ou domiciliado no exterior, apurado por ocasião do encerramento do ano-calendário, constituirá a base de cálculo do imposto e será tributado à alíquota de 15%. A apuração do resultado deverá ser feita por procurador, a quem compete reter e recolher o imposto. O imposto apurado deverá ser pago na data da ocorrência do fato gerador. Ocorrendo remessa de lucros antes do encerramento do ano-calendário, o imposto deverá ser recolhido no ato sobre o valor remetido por ocasião do evento, exceto no caso de devolução de capital.

Compensação de prejuízos – o resultado positivo obtido na exploração da atividade rural pela pessoa física poderá ser compensado com prejuízos apurados em anos-calendário anteriores. A pessoa física fica obrigada à conservação e guarda do Livro Caixa e dos documentos fiscais que demonstram a apuração do prejuízo a compensar. O saldo do prejuízo apurado, não deduzido pelo de cujus[1], poderá ser utilizado pelo meeiro e pelos sucessores legítimos, após o encerramento do inventário, proporcionalmente à parcela da unidade rural a que corresponder o prejuízo que couber a cada beneficiário, observado que a opção do contribuinte pelo resultado presumido de 20% faz com que perca o direito à compensação do total dos prejuízos correspondentes a anos-calendário anteriores ao da opção. É vedada a compensação de resultado positivo obtido no exterior, com resultado negativo obtido no País (Lei 9.250/1995, art. 21). Na atividade rural exercida no Brasil por residente ou domiciliado no exterior, é vedada a compensação de prejuízos apurados (Lei 9.250/1995, art. 20 e § 1º).

Resultado presumido – à opção do contribuinte, o resultado da atividade rural limitar-se-á a vinte por cento da receita bruta do ano-calendário (Lei 8.023/1990, art. 5º). Essa opção não dispensa o contribuinte da comprovação das receitas e despesas, qualquer que seja a forma de apuração do resultado. O disposto não se aplica à atividade rural exercida no Brasil por residente ou domiciliado no exterior.

Nosso escritório está à sua disposição para prover mais informações e prestar-lhe consultoria neste tipo de atividade.

(*) Contador, consultor, auditor independente, professor universitário e sócio da Recall Ledger Consultoria e Desenvolvimento Empresarial.

[1] Expressão latina, derivada de “de cujus sucessione agitur”, de cuja sucessão se trata, utilizada na área jurídica para designar o falecido, usada comumente como sinônimo de ‘pessoa falecida’, numa figura eufemística substitutiva de ‘defunto’ ou ‘morto’. Situa-se, portanto, no contexto do direito sucessório, do caso daquela pessoa falecida, que deixou bens, e cuja sucessão (direito de herança) é regulada pelas normas jurídicas.

A Tributação no Agronegócio – Pessoa Jurídica

(*) Francisco Alves

Resumo dos procedimentos para pessoas jurídicas

Dando continuidade ao que discorremos anteriormente, no tocante à tributação do agronegócio para pessoas físicas, apresentamos agora os procedimentos fiscais dessas atividades para pessoas jurídicas.

IRPJ – Atividades rurais da pessoa jurídica – tributação

Incentivos e benefícios – o artigo 2º da Instrução Normativa SRF 257/2002 lista as atividades que são consideradas atividades rurais, para efeitos de apuração do Imposto de Renda. Portanto, é interessante examinar a mesma, para verificar se não há possibilidade de enquadrar uma ou mais atividades da empresa (mesmo a agroindustrial) no conceito de atividade rural, para usufruto dos benefícios respectivos.

Depreciação de bens do ativo imobilizado – a depreciação, integralmente no ano da aquisição, de bens do ativo imobilizado adquiridos por empresa que explora atividade rural, para uso nessa atividade, está incorporada ao artigo 477 do RIR/2018. O gozo desse benefício, cuja restauração aplica-se a bens adquiridos a partir de 22.05.1996 (data da publicação da MP 1.459/96), subordina-se às regras de depreciação acelerada (artigo 325 do RIR/2018), a saber:

  1. Na escrituração mercantil será apropriada a depreciação normal do bem, calculada com base no prazo de vida útil admitido para ele;
  2. A diferença entre o custo de aquisição do bem e o encargo da depreciação normal, registrado na escrituração mercantil no ano da aquisição, constituirá exclusão do lucro líquido, para a determinação do lucro real decorrente da atividade rural, na Parte A do Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR);
  3. O valor excluído do lucro líquido, na Parte “A” do LALUR, deverá ser controlado na Parte “B” desse livro;
  4. Tendo o valor referido na letra “c” sido integralmente excluído do lucro líquido, no período-base da aquisição do bem, a partir do período-base subsequente o valor da depreciação normal do bem, que for apropriado na escrituração mercantil, será adicionado ao lucro real decorrente da atividade rural, para efeito de determinação do lucro real dessa atividade;
  5. no caso de alienação do bem, o saldo da depreciação existente na Parte “B” do LALUR deverá ser adicionado ao lucro líquido, para fins de determinação do lucro real do período-base em que o bem for alienado.

De acordo com esses procedimentos, no período-base em que a depreciação normal reajustada na escrituração mercantil (só ela) atingir 100% do custo do bem, o saldo da depreciação acelerada, registrado na parte B do LALUR, ficará zerado.

Empresa rural que explorar outra atividade – a pessoa jurídica que explorar outras atividades além da atividade rural, para poder usufruir dos benefícios mencionados deverá segregar, contabilmente, as receitas, os custos e as despesas referentes à atividade rural das demais atividades, bem como demonstrar no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), separadamente, o lucro ou prejuízo contábil e o lucro ou prejuízo fiscal dessas atividades. Para esse fim, a pessoa jurídica deverá ratear, proporcionalmente à percentagem que a receita líquida de cada atividade representar em relação à receita líquida total:

  1. Os custos e despesas comuns a todas as atividades;
  2. Os custos e despesas não dedutíveis, comuns a todas as atividades, a serem adicionados ao lucro líquido, na determinação do lucro real;
  3. Os demais valores, comuns a todas as atividades, que devam ser computados no lucro real.

Se a pessoa jurídica não possuir receita líquida no ano-calendário, a determinação dessa percentagem será efetuada com base nos custos ou despesas de cada atividade explorada.

Compensação de prejuízos fiscais – A compensação de prejuízos fiscais decorrentes da atividade rural com o lucro real da mesma atividade não está sujeita ao limite de 30%, ou seja, pode ser integralmente compensado em um único período-base, desde que o lucro real apurado na atividade rural comporte a compensação, observado o seguinte (artigo 512 do RIR/99):

  1. prejuízo fiscal da atividade rural a ser compensado é o apurado no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR);
  2. Se a empresa explorar atividades mistas:
  3. O prejuízo fiscal da atividade rural apurado no período-base poderá ser compensado com o lucro real das demais atividades, apurado no mesmo período-base, sem limite;
  4. A compensação de prejuízos fiscais das demais atividades, assim como a da atividade rural com o lucro real das demais atividades, fica sujeita ao limite de 30% (ressalvada a hipótese da letra “a”) e demais condições estabelecidas na legislação para a compensação de prejuízos fiscais.

Opção pela tributação com base no Lucro Presumido – a pessoa jurídica que explora atividade rural, desde que não esteja enquadrada em qualquer das situações que a obriguem à apuração do lucro real, poderá optar pela tributação com base no lucro presumido, apurado trimestralmente, observando os procedimentos aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Para a determinação do lucro presumido, sobre o valor da receita bruta proveniente da atividade rural aplica-se o percentual de 8%.

Observe-se que, no regime do lucro presumido, não há como aproveitar os benefícios concedidos à atividade rural, referidos anteriormente. Portanto, para fins de planejamento tributário, é necessário considerar esta limitação, antes de se optar, em definitivo, pelo lucro presumido.

A pessoa jurídica rural que tiver usufruído o benefício fiscal da depreciação acelerada incentivada, vindo, posteriormente, a ser tributada pelo lucro presumido, caso aliene o bem depreciado com o incentivo durante a permanência nesse regime, deverá adicionar à base de cálculo para determinação do lucro presumido o saldo remanescente da depreciação não realizada.

Tributação com base Lucro Real – no regime do lucro real, a empresa que explora atividade rural, assim como as demais pessoas jurídicas, pode:

  1. Apurar o lucro real trimestralmente, em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro; ou
  2. Optar pelo pagamento mensal do imposto por estimativa, hipótese em que fica obrigada a apurar o lucro real anualmente, em 31 de dezembro.

Diferimento dos ganhos com valorização de estoques – a contrapartida do aumento do ativo, em decorrência da atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos destinados à venda, tanto em virtude do registro no estoque de crias nascidas no período de apuração, como pela avaliação do estoque a preço de mercado, constitui receita operacional, que comporá a base de cálculo do imposto sobre a renda no período de apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques – artigo 16 da Instrução Normativa SRF 257/2002.

A receita operacional deste aumento do valor dos estoques, no período de sua formação, constituirá exclusão do lucro líquido e deverá ser controlada na Parte B do LALUR. No período de apuração em que ocorrer a venda dos estoques atualizados, a receita operacional da valorização respectiva deverá ser adicionada ao lucro líquido para efeito de determinar o lucro real.

Atividade rural exercida no exterior – os resultados da atividade rural exercida no exterior por pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil estão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na forma prevista para as demais pessoas jurídicas.  É vedada a compensação do prejuízo fiscal da atividade rural apurado no exterior com o lucro real obtido no Brasil, seja este oriundo da atividade rural ou não.

Comparativo tributário dos enquadramentos – As formas de tributação na qual o empresário rural deve se enquadrar abrangem o Simples Nacional, o Lucro Presumido ou o Lucro Real, e eventualmente, o lucro arbitrado. Este último ocorre quando a pessoa jurídica não cumpre as obrigações referentes ao lucro real ou presumido. Estes estão sujeitos ao Imposto de Renda, Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, Contribuição sobre o Lucro Líquido, PIS e COFINS, bem como as contribuições previdenciárias e o ICMS.

O impacto dos tributos sobre a renda na geração de valor requer estudo e análise detalhada, pois para determinar o enquadramento em que a empresa deva se inserir, necessita-se comparar as formas de apuração dos tributos através de planejamento tributário que além de evitar a incidência de alguns impostos e reduzir o montante dos tributos, pode retardar o pagamento destes, através de medidas que adiam a liquidação, sem incidir juros e multa.

Embora a legislação tributária considere o produtor rural como pessoa física, o convênio do Sistema Integrado Nacional de Informações econômicas e Fiscais – SINIEF/70, administrado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, equipara-o a um empresário e criou a nota fiscal do produtor rural que mesmo não tendo registro nos órgãos de competência como tal, exerce a atividade como uma empresa e assim convalidou os procedimentos relativos ao uso do modelo de nota fiscal de produtor.

No antigo Código Civil, uma pessoa física ou prestador de serviços não era considerado empresário, mas diante de algumas mudanças foram equiparados às pessoas jurídicas, exceto o produtor rural, pessoa física, que mesmo tendo sua atividade e características semelhantes à de uma empresa, continuou exercendo suas operações normalmente.

Impactos operacionais – Na avaliação dos impactos operacionais decorrentes da mudança de enquadramento do produtor rural, pessoa física para pessoa jurídica observa-se, que faz parte da tradição, misturar o negócio da produção agrícola ao amparo da riqueza pessoal e familiar, devido o contrato informal e a cultura passada de geração em geração.

Uma empresa agrícola tem padrões tecnológicos que exige sofisticação, modernização no controle dos custos assim como tomada de decisões frequentes para busca de novos financiamentos, investimentos em máquinas e equipamentos, bem como necessidade de profissionais qualificados para exercer um trabalho de excelência conforme as funções pertencentes à área rural. Isto exige do produtor formalização e profissionalização do negócio, para atender as exigências, como as de bancos, órgãos do governo, clientes e importadores. O que faz o produtor rural, pessoa física agir como uma empresa normal.

A Formalização e profissionalização dão ao produtor rural uma visão completa e controlada de suas atividades e isso é muito exigido em um regime como o de pessoa jurídica. Vale ressaltar que existem vários tipos de produtores rurais, que vão de pequeno, médio a grande porte, mas isso não impede que eles venham a organizar sua estrutura como a de uma pessoa jurídica, porém a facilidade e simplicidade do enquadramento permitem que as atividades de controle e organização do negócio sejam menos trabalhosas.

Muitos produtores rurais trabalham num ritmo de pessoa jurídica, devido à necessidade de demonstrar uma condição de transparência para se obter níveis mais elevados de produção e lucro. Em se tratando de termos contábeis e fiscais o produtor rural, pessoa física tem apenas a obrigação de controlar suas receitas e despesas através de livro caixa, o que facilita o trabalho.

Mas devido às grandes exigências e necessidade de controle do negócio que muitas vezes é de grande porte, requer controle apurado como o de uma empresa comum, ainda mais se tratando de um ramo como agricultura que apresenta riscos relacionados, a produtividade, clima, preço. Neste sentido o produtor não deve se valer da informalidade e deve ter suas contas muito bem controladas.

O produtor rural além de enviar aos órgãos competentes informações da área trabalhista, como do CAGED, precisa transmitir a declaração do imposto de renda. Mas se optasse, por exemplo, pelo enquadramento de pessoa jurídica, Lucro Presumido teria que cumprir com solicitações federais de declarações como: DIRF, DACON, DCTF, DIPJ – SEFIP – CAGED – RAIS e Estaduais – SINTEGRA – DIEF(ES). Sendo que algumas destas já são feitas pela pessoa física.

Possibilidades de planejamento tributário – algumas hipóteses podem ser consideradas como passível de aproveitamento fiscal, de forma legal, para redução da carga tributária:

  1. Depreciação acelerada (Art. 314 do RIR) sobre imobilizado aplicado na produção agrícola;
  2. Créditos de PIS e COFINS na aquisição de insumos de pessoa física ou jurídica para aplicação na produção, bem como, alíquota zero sobre a venda de adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas;
  3. Suspensão da incidência de contribuições sobre venda de produtos agropecuários a serem utilizados como insumos pelas agroindústrias, com direito ao crédito presumido pela empresa adquirente, inclusive se adquirido de pessoas físicas, ou ainda quando produzido pela própria indústria e utilizado como insumo em seu processo produtivo. As receitas de exportação continuam isentas da tributação do PIS e COFINS.
  4. Os produtos agrícolas não estão sujeitos à incidência do IPI por não se enquadrarem no processo de industrialização. Isso inclui os produtos derivados da agroindústria sujeitos à alíquota zero.
  5. Ao ICMS é permitido o diferimento da tributação do valor devido, permitindo a circulação de alguns insumos agrícolas dentro dos Estados, sem tributação. Mediante convênios com o Confaz, os Estados podem negociar isenções e redução de base de cálculo. Operações e mercadorias com destino ao exterior ou a empresa comercial exportadora também gozam de benefício fiscal.
  6. Em relação ao INSS, a tributação é de 2,85% sobre a receita bruta. Para o produtor rural pessoa física a alíquota é de 2,3% (a ser retido e recolhido pela empresa adquirente). Em relação aos produtores rurais pessoa jurídica e ao setor rural das agroindústrias, a incidência do INSS é de 2,7% sobre a folha de salários. Em relação ao setor industrial das agroindústrias, há a incidência adicional de 5,8% (para Sesi, Senai e Sebrae). No caso específico de agroindústrias de cana de açúcar, uva, laticínios, beneficiamento de chá, cereais, café e fibras vegetais, a contribuição é de 5,2% (2,5% para Salário Educação e 2,7% para o INCRA).

Nosso escritório está à sua disposição para prover mais informações e prestar-lhe consultoria neste tipo de atividade.

(*) Contador, consultor, auditor independente, professor universitário e sócio da Recall Ledger Consultoria e Desenvolvimento Empresarial.

As Vantagens da Terceirização

(*) Francisco Alves

No Brasil, apesar de já existir por algum tempo, a terceirização (ou Outsourcing, termo que o mercado costuma adotar) ainda está em desenvolvimento, mas com tendência de alta, por alguns motivos já consagrados, como o suprimento do aumento da demanda, a melhoria na qualidade dos serviços, a redução de custos, o foco na gestão e inovação dos negócios. Em outras palavras, a terceirização traz de imediato para as organizações: (1) a simplificação da estrutura administrativa; (2) a redução do custo com pessoal e encargos; (3) a concentração na atividade-fim da empresa; e (4) o aumento da participação dos dirigentes nas demandas principais da empresa.

Para a empresa contratante há, pelo menos, cinco grandes benefícios:

  1. Profissionais bem preparados – Quando o serviço é prestado de forma terceirizada, os profissionais já têm o perfil necessário, bem como a orientação e o treinamento adequados, ou seja, com qualidade de serviços já no início das atividades. Desta forma, a empresa não precisará gastar com treinamento específico para cada função, nem com a compra de equipamentos de proteção individual, entre outros fatores, por exemplo.
  2. Foco no Business – Ao optar pela terceirização, o contratante fica mais “liberado” para pensar no crescimento e manutenção do negócio, passando a não se preocupar com recrutamento, seleção, treinamento e acompanhamento dos profissionais envolvidos. A agilidade é hoje um ponto fundamental na gestão das organizações que desejam atingir os resultados propostos.
  3. Substituição ágil – Em modelos tradicionais de quadro de colaboradores, quando existem faltas por problemas de saúde, férias ou até mesmo desligamentos, a empresa necessita fazer alguma adequação temporária ou até mesmo um processo de nova admissão, o que geralmente demanda algum tempo. No caso do modelo terceirizado, isso não acontece. As substituições podem ser feitas rapidamente sem prejudicar o andamento dos processos.
  4. Desvio de questões judiciais trabalhistas – Outra grande vantagem da terceirização de serviços é a despreocupação com questões jurídicas de cunho trabalhista. Estando o colaborador atuante ligado à empresa de prestação de mão de obra terceirizada, toda e qualquer incidência de casos com este teor ficam sob a responsabilidade desta.
  5. Custos e controles – Terceirizar serviços tem um custo menor, e isso pode ser observado facilmente. O controle que entraria nas planilhas da empresa contratante também seria mais complexo, por abranger vários aspectos, que não existem quando a opção for por serviços terceirizados.

Se a terceirização traz vantagens para a empresa contratante, igualmente traz muitos benefícios visando à proteção ao trabalhador terceirizado:

  1. Cláusula anticalote – A empresa que fornece os serviços ou produtos a outras empresas terá de reservar 4% sobre o valor do contrato para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e previdenciários dos terceirizados.
  2. Especialização –A prestadora de serviços terceirizados deve ter objetivo social único, qualificação técnica e capacidade econômica compatível com os serviços a serem prestados.
  3. Veda à intermediação de mão de obra –a prestadora de serviço não pode ser simples fornecedora de mão de obra para a contratada. É obrigada a prestar serviço específico e especializado.
  4. Cláusula anti-PJ – Não pode haver vínculo empregatício entre a contratante e o terceirizado, o que inibe a prática conhecida como “pejotização”.
  5. Fiscalização pela Contratante – A empresa que contrata serviços terceirizados é obrigada a fiscalizar e exigir comprovação do cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias pela empresa contratada.
  6. Igualdade no ambiente de trabalho – Os terceirizados têm assegurado a acesso às instalações da empresa contratante, como refeitório, serviços médico e de transporte.
  7. Responsabilidade da empresa que contrata serviços terceirizados– A empresa que contrata serviços terceirizados responderá solidariamente na Justiça do Trabalho pelo eventual descumprimento, por parte da empresa que fornece os serviços, das obrigações trabalhistas e previdenciárias.
  8. Saúde e segurança no local de trabalho– A empresa que contrata serviços terceirizados deve garantir condições de segurança, higiene e salubridade aos trabalhadores terceirizados.
  9. Aplicação da CLT – A empresa que descumprir as obrigações previstas na lei estará sujeita a penas administrativas e às multas previstas na legislação do trabalho.

A terceirização como uma opção vantajosa é, portanto, um fato. Está em discussão a restrição à terceirização de serviços ligados à atividade fim da empresa contratante. Isso pode ser razoável quando se tratar de atividades que exijam envolvimento de pessoal altamente qualificado em um determinado segmento econômico industrial, por exemplo. Entretanto, no tocante às áreas de apoio e BackOffice, como Contabilidade, Tributos e Administração de Pessoal, por exemplo, a terceirização desses serviços é, sem dúvida, a melhor opção.

Nosso escritório atua nesse segmento desde 1998, e está à disposição das empresas que quiserem terceirizar seu BackOffice, no todo ou em parte.

(*) Contador, consultor, auditor independente, professor universitário e sócio da Recall Ledger Consultoria e Desenvolvimento Empresarial.

Você sabe como fazer um fluxo de caixa da sua empresa?

Muitos empreendedores deixam de cuidar de maneira mais minuciosa dos gastos e valores arrecadados da sua empresa, por crer em tabus de que é difícil, é necessário contratar uma equipe que realize isso.

E vão deixando a situação correr sem acompanhamento, e quando se dão conta estão no vermelho sem entender como chegaram ali, as vezes a situação é irremediável.

Para que você cuide do financeiro da sua empresa, é necessário conhecer o fluxo de caixa e como ele funciona.

Fluxo de caixa – Definição

O fluxo de caixa é uma tática que permite ter o controle do que entra e sai da sua empresa, ou seja, acompanha os gastos e lucros.

Usar o fluxo de gastos pode te ajudar a decidir qual é o melhor momento de investimento, ou mostrar quando é o momento de economizar.

Além de te ajudar a reconhecer o seu faturamento mensal e a criar metas paras os meses os conseguinte com a finalidade de aumentar esse faturamento.

Evitando também que sua empresa gaste sem necessidade ou invista sem poder, o que também pode ajudar a evitar que o seu negócio entre em falência.

Fluxo de Caixa – Importância

Fazer esse acompanhamento das suas finanças através do fluxo de caixa é imprescindível dentre a empresas, pois ele te ajudar a ter controle sobre o capital.

Tendo uma importância de manter todas as suas contas em dias, evitando que você fique no vermelho, pois ele indicará quais são os pagamentos que deverão ser feitos.

Ele mostra também quais são os clientes mais inadimplentes, deixando claro para você, sobre quem deve haver uma cobrança.

 E a maior importância atribuída ao fluxo de caixa é o planejamento financeiro. Com o fluxo de caixa você terá mais segurança para planejar em como investir o seu dinheiro no próximo mês, tendo em mente os seus gastos fixos.

Calcular o fluxo de caixa

O fluxo de caixa é calculado de maneira bem simples. Você vai definir os seu montante em três partes: LAJIR que representa Lucro Antes de Juros e Impostos de renda, mais a desvalorização e subtrai pelos impostos LAJIR.

 LAJIR + DESVALORIZAÇÃO – IMPOSTO LAJIR

Através dessa equação você pode ter o valor correto do fluxo de caixa, permitindo a analise do seu empreendimento.

Execução do fluxo de caixa

Primeiramente, quanto mais minucioso for o seu estudo de fluxo de caixa, mais precisos serão os resultados, então anote todo o dinheiro e gastos que tiver, até mesmo aqueles com o valor irrisório.

O montante deve ser divido em dois, entrada e saída.

A entrada é referente as vendas, o dinheiro que está entrando. Já os de saída são as suas obrigações financeiras, como o pagamento de fornecedores, impostos e funcionários.

Na hora de registrar os gastos e os valores de entrada é recomendável que você busque dar o maior número de informações possíveis a cada um.

Quanto mais específico você for, melhor será a tomada de decisões posteriormente, além de facilitar a leitura dos dados. E ajuda a terceiros entenderem o que cada gasto se trata.

Após ter feito o fluxo de caixa e ter gerado resultados é hora de analisar.

Após calcular o fluxo você terá uma noção se o seu saldo foi positivo ou negativo, e a partir daí criar novas estratégias afim de aumentar esse saldo, ou cortar gastos caso o saldo seja negativo.

Conhecer e por em prática o fluxo de caixa

Existem inúmeras ferramentas que possibilitam os empresários principalmente os PMEs a crescer e acompanhar de perto o andamento da sua empresa.

Busque conhecer mais esses métodos, procure especialistas que possam te orientar melhor. Todo o esforço é recompensado quando o sucesso é alcançado.

Quais são as responsabilidades do contador na empresa?

Algumas pessoas não entendem exatamente qual a responsabilidade de um contador para uma empresa, certo?

Nesse artigo, falaremos exatamente sobre o tema para que você possa entender o que ele faz em uma empresa. 

Qualidades principais de um contador

Rigor, honestidade, método e organização são qualidades essenciais para ser um contador.

Ele também deve ser curioso e atualizar regularmente seu conhecimento. O princípio da precaução deve governar como ele aborda seu trabalho. Suas habilidades interpessoais serão um trunfo para o seu progresso profissional.

Experiência

Profissionais experientes estão em grande demanda.

Contabilistas que têm experiência em escritório são particularmente apreciados pelas empresas e têm uma progressão de carreira mais rápida.

Quando se inicia os estágios, o interino, possibilitam que se façam as primeiras experiências, não se deve negligenciá-los.

Evolução profissional

No escritório, o Contador poderá evoluir para cargos de chefe de gestão, mas muitas vezes ele se junta ao mundo da empresa.

Na empresa, o contador pode progredir para os cargos de Contador-Chefe e, posteriormente, para os cargos de Responsável Administrativo e Financeiro, dependendo da sua formação e experiência.

No escritório, o funcionário de contabilidade gerencia uma carteira de clientes pelos quais ele é responsável pelo monitoramento contábil, social e tributário.

Ele intervém em estruturas diversificadas por seu status legal, seu tamanho e seu ambiente econômico. Na verdade, ele é confrontado com uma infinidade de problemas.

É por essas razões que as empresas valorizam pessoas com experiência no escritório.

Suas missões

Ele prepara as contas anuais, lida com a gestão de folhas de pagamento, a preparação de declarações fiscais e, por vezes, a secretaria jurídica de seus clientes.

Ele gerencia o relacionamento diário com o cliente respondendo a perguntas relacionadas ao gerenciamento de sua atividade.

Ele auxilia o contador profissional, associado durante as consultas com o cliente.

Ele frequentemente trabalha com um assistente que realiza as operações de entrada.

Empresa de contabilidade

Em empresas maiores, os Colaboradores Contábeis podem ser especializados em questões sociais (notavelmente, gerenciamento de folha de pagamento), ou monitoramento contábil e tributário.

A complexificação das leis e a necessidade de atualização do conhecimento justificam essa especialização das missões dos funcionários.

O Colaborador Contábil também pode ser solicitado a aconselhar os promotores do projeto em suas escolhas financeiras, legais e tributárias.

Ele realiza estudos de viabilidade para eles e os acompanha para apoiar seu caso perante banqueiros ou investidores.

Quais são as principais tarefas de um contador?

Um contador realiza auditorias e presta assessoria no campo fiscal e financeiro. Suas principais tarefas são:

  • A produção ou controle do cálculo anual;
  • A prestação de assessoria financeira, fiscal e social;
  • Apoio administrativo para todas as questões financeiras, fiscais e sociais;
  • O envio de faturas relativas aos serviços da empresa;
  • Pagamento de faturas de fornecedores;
  • O cumprimento das obrigações tributárias;
  • Escrever relatórios internos e externos.

Um contador executa tarefas diferentes e, portanto, precisa ser muito flexível.

Como ele está constantemente no comando das finanças de uma empresa, ele não pode se dar ao luxo de cometer erros.

Além disso, um contador deve ser honesto, diplomático e ter uma boa mente analítica. Finalmente, como ele está frequentemente em contato com diferentes clientes e departamentos, o contador ideal também deve ser sociável.

Para poder ser contratado como contador, você normalmente precisa ter um diploma de bacharel profissional ou um mestrado em contabilidade ou tributação.

No entanto, algumas empresas também pedirão a você um diploma de bacharel em contabilidade, economia de negócios ou gestão de negócios.

Assim, se tornar um contador exige estudo e atenção, além de, é claro, saber que seu trabalho será inteiramente com números. Por isso, é preciso ter certeza de que essa profissão realmente se encaixar no seu perfil.

Conclusão

Agora você entende a responsabilidade de um contador para uma empresa, então, sabe a importância dele também. Por isso, na gestão de uma empresa, a escolha de um profissional dessa área é indispensável, tendo em vista que este cuidará de um setor importante de sua empresa: finanças.

Principais dicas de contabilidade para PMEs

O que acha de descobrir agora mesmo quais as melhores dicas de contabilidade? Se você gostou da ideia, esse é o artigo ideal para você.

Vamos ver a seguir pelo menos 4 dicas para que se tenha um bom desempenho na contabilidade de PMEs. Assim, vamos direto ao que interessa agora mesmo.

1 – Análise de encargos indiretos e folha de pagamento está entre as melhores dicas de contabilidade

Além dos encargos sobre a folha de pagamento todos os meses, existem aqueles com incidências futuras, que podemos chamar de “encargos indiretos”

Entre eles, destacamos férias e gratificação de férias, 13º salário, multa sobre o FGTS e aviso prévio para as pessoas que são demitidas sem causa justa.

Essas despesas incidem sobre o salário dos funcionários em algum momento, tirando os casos de demissão por justa causa, situação que raramente acontece perante a justiça do trabalho.

E, caso essas despesas não sejam evitadas, é necessário planejar para que você não seja pego de surpresa no futuro.

Você talvez se pergunte como pode fazer isso. A resposta é simples.

Sua contabilidade precisa se preparar para lhe orientar sobre os percentuais correspondentes a cada uma das despesas em questão, o que inclui o salário dos funcionários.

Um exemplo disso é o 13º salário de um dos funcionários, que corresponde ao provisionamento de, no mínimo, 8% do salário a cada mês.

Os percentuais variam muito, de acordo com o enquadramento tributário e a tabela de encargos que será aplicada. Porém, precisamos ter certeza de que a contabilidade pode orientar com respeito a todos esses assuntos.

Sem dúvidas, nossas dicas de contabilidade já começaram bem, não é mesmo?

2 – Formação do preço de venda

Para ter uma formação correta com respeito ao preço de venda de cada produto, deve-se calcular com exatidão o custo da matéria-prima, depreciação de materiais e equipamentos envolvidos na produção e tributos sobre o custo final do produto, não sobre o total dos insumos.

Precisamos também saber o custo de pessoal, custos financeiros, o tempo os custos de armazenamento no produto final.

Quando a atividade da empresa for de prestação de serviço com alocação de pessoas para os clientes, a folha de pagamento tem um peso ainda maior na composição do preço de veda.

Empresas que prestam serviços devem dedicar atenção à gestão de pessoas, custos de encargos e tributos. Assim, finalmente teremos uma margem de lucro que não esteja comprometida.

3 – Avaliação dos resultados

Outra das melhores dicas de contabilidade é saber aproveitar os resultados.

Os valores que sobram no caixa ao final de cada mês não são o lucro da empresa.

Assim, a contabilidade das PMEs envolve também uma demonstração de resultados, mostrando quais foram os seus custos diretos e indiretos e qual o resultado final. Tudo isso deve ser feito de forma detalhada.

Saber a margem de lucro da empresa permitirá avaliar se o negócio está sendo lucrativo, além de informar qual a capacidade de investir em novos equipamentos, na ampliação do quadro de colaboradores e ações de marketing e vendas.

Fazer investimentos às cegas é perigoso, pois pode colocar em jogo a sobrevivência da PME.

4 – Análise tributária

Nossa última das melhores dicas de contabilidade diz respeito a análise tributária.

O enquadramento tributário é um fator que determina a sobrevivência de qualquer empresa.

Tendo uma carga tributária das mais altas do mundo, pagar impostos indevidamente pode comprometer o fluxo de caixa e a rentabilidade da PME, assim como a sua existência.

É de suma importância que se mantenha atualizado sobra todas as opções tributárias que mais dão resultados a empresa.

Conclusão

Essas são as melhores dicas de contabilidade para PMEs. Por isso, não deixe de pôr em prática desde já para ter certeza de que estas realmente funcionarão bem com você.

Ticket médio: entenda a importância desse indicador

Calcular e fazer a análise do ticket médio da sua empresa é muito importante. O ticket médio serve para que você planeje as suas vendas de forma mais eficiente. Além disso, ele também serve para aumentar os lucros da sua empresa e para avaliar o perfil e as preferências de consumo dos seus clientes.

Mas afinal, o que faz um cliente gerar um ticket médio maior quando comparado com outro cliente? Como criar estratégias para aumentar o ticket médio um cliente em questão? Se você quer descobrir as respostas para essas perguntas, você está lendo o artigo certo.

Abaixo vamos explicar para você o que é o ticket médio, como calculá-lo e porque ele é importante para o seu negócio. Prossiga com a leitura do artigo se você quiser saber mais detalhes sobre o assunto. Boa leitura!

O que é o ticket médio?

Basicamente, o ticket médio é uma métrica que mostra o valor médio de consumo de cada cliente da sua empresa. Esse valor pode ser visto de forma individual, para cada cliente por período ou ainda como uma média de todos os seus clientes.

A ideia é que o ticket médio traga informações importantes e relevantes sobre o montante das suas vendas. Além disso, o ticket médio também irá mostrar informações sobre os valores das suas vendas e o número de clientes que está gerando esse resultado.

Por que é importante acompanhar o ticket médio da sua empresa?

O ticket médio é um elemento que mostra, com base no comercial, quanto o vendedor está tirando proveito das suas vendas. O vendedor sempre terá o gasto para manter o cliente, independentemente de ser presencial, pela internet ou por meio de ligações.

Por conta disso, é importante que o vendedor aumente o retorno desse investimento vendendo o máximo de produtos que ele conseguir. Se preferir, ele também pode vender a maior quantidade em valor, desde que siga sempre o princípio do sucesso do cliente.

E isso tudo só é possível quando a empresa acompanha o ticket médio. Vale ressaltar ainda que o ticket médio não é importante apenas para o gestor que trabalha com vendas. O ticket médio é fundamental para a empresa como um todo. Vamos a um exemplo para que você entenda melhor.

Imagine que você tem uma empresa que faz entregas a um raio de até 20 quilômetros. Caso o custo dessa entrega seja de 20 reais e o pedido for de 100 reais, há a possibilidade dos seus resultados serem comprometidos. E isso vale mesmo que você agrupe a entrega com vários pedidos.

Em casos assim, é importante acompanhar o ticket médio para estipular um valor mínimo para entrega gratuita. Se preferir, sua empresa também poderia cobrar uma taxa de frete.

Passo a passo para fazer o cálculo do ticket médio

De forma prática, primeiramente, você precisa começar escolhendo um período específico para calcular o ticket médio. Esse período pode ser um dia, uma semana, um mês ou qualquer outra data que você achar conveniente.

Depois, você vai conferir quantos clientes foram atendidos dentro do período que você determinou. Feito isso, você também deve determinar qual foi o valor registrado em vendas.

Com base nesses números, você deve dividir o valor pelo número dos clientes. Simples, não é mesmo? Vamos exemplificar melhor como o cálculo deve ser realizado para que você possa entender:

Ticket médio = Valor total das vendas / Número total de clientes que compraram

Para que fique ainda mais claro para você, vamos mostrar um exemplo prático do ticket médio.

Imagine que em um determinado dia, uma empresa fez um total de 4 mil reais em vendas. Isso representa um valor gasto pelas compras de um total de 20 clientes. Dessa forma, o ticket médio do dia em questão foi de 200 reais.

A forma para que você calcule o ticket médio diário, mensal ou qualquer outro será sempre a mesma. Mas, se você preferir, também pode calcular pelo faturamento bruto e volume de vendas:

Ticket médio = Faturamento bruto / Volume de vendas

Espero que você tenha entendido a importância e como realizar o cálculo do ticket médio. Agora é com você. Não menospreze esse cálculo para que você saiba como está o faturamento da sua empresa. Até mais!

5 erros de fluxo de caixa que sua empresa não pode cometer

Quando uma nova empresa é iniciada, é comum perceber alguns erros no fluxo de caixa. Porém, vale ressaltar que a gestão do orçamento da sua empresa deve ser realizada corretamente, para não comprometer o controle financeiro do seu negócio.

Mas, será mesmo que você sabe gerenciar o fluxo de caixa da sua empresa para evitar os erros que podem comprometer o andamento financeiro do seu negócio? Prossiga lendo esse artigo que vamos mostrar para você alguns erros mais comuns no fluxo de caixa de uma empresa e como você deve evitá-los. Boa leitura!

1 – Não atualizar o fluxo de caixa de forma periódica

Com a rotina corrida do dia a dia, muitos empreendedores acabam atualizando o seu fluxo de caixa uma vez por semana ou mensalmente. Porém, os pagamentos e recebimentos acontecem diariamente. Então, a atualização do fluxo de caixa também deveria ser. Se você não conhece as informações com clareza, não poderá tomar decisões confiáveis.

Não é difícil de acontecer de o dinheiro sair do caixa para comprar algum material ou pagar uma dívida, e essas informações não serem contabilizadas. O ideal é que essas informações sejam registradas de forma instantânea. Isso permitirá que você tenha um controle do fluxo de caixa. Assim, você poderá identificar problemas e riscos financeiros com antecedência.

2 – Misturar as finanças da empresa com as suas finanças pessoais

Esse é um erro muito comum que acontece não só no fluxo de caixa, como também com relação aos documentos da empresa. É comum o gestor confundir suas finanças ou documentos pessoais com os da empresa. Porém, isso não deveria acontecer.

Primeiramente, porque fere o Princípio da Entidade, onde está determinado a separação do patrimônio da pessoa física e jurídica. Mas, além disso, você também corre o risco de comprometer todas as suas finanças.

Quando você lança uma despesa particular como sendo da sua empresa, você está modificando suas finanças. É como se você as “mascarasse”. Com isso, você não saberá o valor correto que tem à disposição da sua empresa e para seu controle pessoal.

Para que você tenha controle sobre seus gastos pessoais e da sua empresa, procure não gastar nada pessoal com dinheiro da empresa. O mesmo vale para cheques ou cartões de crédito ou de débito da sua empresa. Tenha sempre contas separadas e não misture a documentação.

3 – Trabalhar com previsões não realistas

Quando se trata de negócio, o otimismo não é uma ferramenta muito coerente, concorda? Quando você movimenta o fluxo de caixa e faz anotações, você consegue se orientar para as tendências futuras. Porém, é necessário que sua análise e anotações sejam realistas.

Leve sempre em conta aspectos que são inerentes para o seu negócio e condições que sejam reais de serem alcançadas. Com isso, você vai evitar erros futuros no seu fluxo de caixa.

4 – Não categorizar os lançamentos de caixa

É essencial que todo gestor registre de forma separada as entradas e saídas que estão previstas e as que já foram realizadas efetivamente. Também é importante que o gestor saiba de onde veio, para onde foram e quando foram. Não adianta de nada um fluxo de caixa se você não souber categorizar os diferentes recebimentos e pagamentos.

Também é fundamental que você diferencie itens como pró-labore, impostos e funcionários. Com isso, você terá mais organização e controle sobre cada centavo que entra e que sai da sua empresa. Quando você tem esse conhecimento, fica mais fácil pensar em estratégias para reduzir despesas desnecessárias.

5 – Contar com recursos futuros

Esse é um dos piores erros que podem ser cometidos quando se trata de fluxo de caixa. Caso você realize uma venda a prazo, a entrada do valor não pode integrar o fechamento do caixa. E deve permanecer assim até que seja pago efetivamente.

Caso isso não ocorra, a empresa estará contabilizando um valor que ainda não obteve. E isso pode acabar causando um descontrole no fluxo de caixa.

Espero que você tenha entendido quais erros podem ser cometidos com relação ao fluxo de caixa e como evitá-los. Agora é com você! Siga nossas dicas para ter um melhor controle financeiro da sua empresa.

Dicas para escolher a melhor contabilidade para sua empresa

Se você está procurando uma boa contabilidade para sua empresa, sugerimos que leia o texto a seguir, onde abordaremos as melhores dicas para que você consiga escolher de forma inteligente qual o melhor escritório para sua empresa.

1 – Localização do escritório de contabilidade

Quanto mais próximo do seu escritório de contabilidade, melhor.

Isso permite que você possa ter reuniões presenciais com maior frequência, de modo que contribua uma boa gestão de seu negócio.

É de suma importância que você discuta frequentemente os números que seus demonstrativos contábeis e financeiros fornecem. A melhor forma de fazer isso é estando ao lado de seu contador.

Assim, é importante ter o escritório de contabilidade bem perto, e, se possível, em uma localidade fácil de acessar, para que você economize tempo e lhe estimule a manter a frequência das reuniões.

Além disso, é preciso considerar ase o escritório está nas cercanias de sua cidade.

Essa característica significa que você conhece bem os meandros dos órgãos públicos de seu município, além da legislação correlata.

Assim, será fácil lhe oferecer uma assessoria mais ágil e segura.

2 – Infraestrutura

Se você tem um bom olhar empreendedor, uma visita ao escritório de contabilidade será esclarecedora antes do fechamento do contrato.

Antes de qualquer coisa, você deve atestar minimamente se o número de funcionários do escritório condiz com a carga de trabalho que você demandará.

Além disso, você poderá conhecer os funcionários do escritório e perceber se o clima da organização que convivem e o ambiente organizacional que o escritório oferece a possibilidade de realizar um trabalho de qualidade.

Isso também pode indicar se uma relação de confiança pode ser estabelecida.

Você irá conseguir avaliar se este é organizado, o que pode representar a mesma organização que o escritório de contabilidade que dispensa o manuseio da documentação de uma empresa.

3 – Relação Custo/Benefício

Para enfim avaliar a representatividade dos horários de contabilidade dentro de seu orçamento, você deve ter consciência da qualidade do serviço prestado que você procura.

Você também precisa saber a respeito do nível de demanda que sua empresa exige e dos benefícios de contabilidade pode lhe trazer.

Certamente, você deve buscar um escritório de contabilidade que consiga ser sua assessoria com mais velocidade em suas questões trabalhistas, que faça periodicamente uma análise do melhor regime tributário para a sua empresa.

Esse escritório deve lhe orientar com relação as questões de contabilidade. Porém, deve-se ter em mente que você não encontrará tudo isso em escritórios honorários mais baixos.

Por outro lado, você que apenas pagar seus tributos dentro do prazo, e nada mais além disso (limitação não aconselhada), o mercado está cheio desses também.

Como mencionado anteriormente, é importante que você tenha consciência do que você procura.

Escolher somente pelo preço pode não ser uma boa ideia.

4 – Bom Atendimento

Atualmente, é exigida uma resposta cada vez mais rápida e precisas.

Por isso, o escritório de contabilidade que você contratar deve estar preparado para o momento em que você precisar.

Desde já, a escolha de um contador é como se fosse a escolha de um médico para cada membro de sua família, pois você estabelece um laço de confiança que provavelmente será fundamental para a vida inteira.

Por isso, é de suma importância que o escritório que você busca, lhe forneça um bom atendimento, de modo que não se coloque nenhuma mancha na relação.

Como você conseguiria conviver com um contador que lhe tratou mal ou de uma forma não profissional já no seu primeiro contato?

Assim, leve em consideração cada uma das 4 dicas listadas aqui na hora de escolher um escritório de contabilidade para sua empresa. Dessa forma, você conseguirá uma ótima forma de fornecer o melhor para sua empresa desde o início.

5 Indicadores financeiros essenciais para medir o sucesso de um negócio.

Para que uma empresa seja bem-sucedida, é fundamental que ela tenha controle sobre suas finanças. E tão importante quanto isso, ela deve medir seu desempenho e traçar metas mais ousadas por meio de indicadores financeiros.

É fato que empreendedores que não dão a atenção merecida a esses indicadores costumam tomar muitas decisões equivocadas. Isso porque trabalham sem parâmetros seguros para o estabelecimento de seus objetivos.

Para evitar que se caia nesse erro, apresentamos o conceito e a importância dos indicadores financeiros. Em seguida, indicamos quais são os mais importantes. Acompanhe!

INDICADORES FINANCEIROS: O QUE SÃO, QUAL A IMPORTÂNCIA E COMO UTILIZÁ-LOS

No contexto de uma empresa, saber utilizar os dados referentes ao desempenho financeiro é tão importante quanto saber como obtê-los.

Daí a importância dos indicadores. Em linhas gerais, pode-se dizer que estes são métricas que permite a visualização da situação de um negócio.

Mediante essas métricas, pode-se identificar problemas e falhas na gestão da organização. E tal é de suma importância para que se possa traçar planos mais concretos e assertivos.

Em outras palavras, é por meio desses indicadores que é possível saber a saúde de um negócio.

Quanto maior a precisão das informações obtidas, menor será o nível de incerteza nas tomadas de decisão em relação aos processos.

Somente para exemplificar, não se trata apenas de saber o quanto uma empresa vendeu. Antes, trata-se de saber se o número de vendas representou um crescimento real.

Isso é possível porque os indicadores possibilitam uma análise dos resultados por períodos. Pode-se, assim, comparar o desempenho atual de uma organização com o de circunstâncias passadas.

Mas para que se possa tirar o máximo de proveito dessas métricas, é fundamental que se tenha em mente o planejamento estratégico.

Dessa forma, pode-se determinar a quais indicadores deve-se dar uma maior atenção, a partir das necessidades do negócio em questão.

É muito importante também que se estabeleçam formas de acompanhar esses indicadores. Isso porque é somente com um acompanhamento periódico deles que se pode estar a par do contexto organizacional.

Para que isso possa ser feito da melhor forma, recomenda-se a utilização de softwares e a realização de relatórios financeiros.

OS PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS

Margem bruta

Esse indicador diz respeito aos ganhos de uma empresa ao vender um produto ou um serviço considerando os custos envolvidos na sua produção e distribuição.

Custos fixos e variáveis

Na primeira categoria, estão os custos que são sempre necessários. Eles não dependem das variáveis que podem afetar a produção. Como exemplo, podemos citar o aluguel de uma sala comercial ou os impostos e encargos.

Já os custos variáveis estão atrelados à produção. Portanto, está sujeito às circunstâncias que afetam as atividades produtivas de um empreendimento.

Margem de contribuição

Esse indicador remete à capacidade de se pagar custos fixos e ainda obter uma margem de lucro por meio da receita gerada com as vendas.

Margem líquida

Essa margem pode ser vista como o lucro líquido de uma empresa. Pode-se obtê-la ao se subtrair dos lucros todas as quantias relativas a despesas, o que inclui o pagamento do IR.

Ponto de equilíbrio

Mediante essa métrica é possível estabelecer a receita necessária para que uma empresa possa pagar todas as suas despesas.

Com esse conhecimento, é possível saber o quanto se deve vender a fim de manter a empresa funcionando, ainda que daí não advenha lucros.

UM CONHECIMENTO FUNDAMENTAL PARA EMPRESAS VENCEDORAS

Atentando-se para o que foi explicado, pode-se afirmar que a utilização adequada dessas métricas proporciona uma visão privilegiada da organização.

Com isso, torna-se possível o delineamento de metas e estratégias mais assertivas, o que é decisivo para o sucesso de um empreendimento. Tal é a importância dos indicadores financeiros.

Você utiliza esses indicadores na sua empresa e tem o costume de acompanhá-los? Comente sua experiência!